SE QUERES UM MUNDO NOVO, É NECESSÁRIO ATRAVESSAR OS HORIZONTES DA BAIXADA
- Instituto Mundo Novo

- 12 de set. de 2025
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Como um ser criador e recriador que, através do trabalho, vai alterando a realidade. Com perguntas simples tais como: quem fez o poço? por que o fez? como o fez? quando? que se repetem em relação aos demais elementos da situação, emergem dois conceitos básicos: o de necessidade e o de trabalho. A cultura se explicita, num primeiro nível, como subsistência. O homem fez o poço porque teve necessidade de água. E o fez na medida em que, relacionando-se com o mundo, fez dele objeto de seu conhecimento, submetendo-o, pelo trabalho, a um processo de transformação. (Paulo Freire – Educação como prática da liberdade)
Não existe a possibilidade de falarmos sobre educação e impacto social sem levarmos em consideração o território e todas as suas dimensões. É nesse espaço, que para alguns pode parecer estranho, que se abrem caminhos de histórias e vivências. Às margens da Chatuba de Mesquita, nasce uma narrativa marcada pelas lutas, pelos sonhos e pelas possibilidades de transformação. Eis aí um Mundo Novo.
Um mundo novo que podemos chamar de nosso, mas para que isso aconteça é necessário disposição para lapidá-lo, construí-lo e moldá-lo. O mundo para quem? Um mundo para nós erguido com o nosso suor, sustentado por aqueles que não se cansaram de lutar por uma educação mais democrática, que convocaram a população a voltar a sonhar que é possível.

Mas possível o quê? É possível transformar a realidade. É possível mudá-la para que seja mais justa. É possível impactá-la, vencendo o ciclo da desigualdade através da arte como espada, da educação como escudo e da cultura como voz daqueles que não irão recuar enquanto não forem ouvidos. Voltamos a afirmar: o Mundo Novo nasce como resposta ao inconformismo, como luta por aqueles que em tantos momentos foram silenciados e destituídos de seus direitos básicos de existência. É um mundo novo capaz de romper preconceitos e injustiças porque existe luta. Como disse Freire, o homem fez um poço pela necessidade de água.
Nós fizemos um Mundo Novo porque necessitamos de educação de qualidade, de arte e cultura com autenticidade e beleza. Fizemos um Mundo Novo para garantir que os moradores e moradoras da Chatuba de Mesquita tenham oportunidade de se desenvolver profissionalmente. Fizemos um Mundo Novo pela necessidade de mudança. Atravesse o horizonte, Seja bem vindo.

Por Douglas Canuto (Coordenador Pedagógico Instituto Mundo Novo)
REFERÊNCIA: FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 36. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.






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